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Os anos 30

Acorreção de rumo que empresas multinacionais e investidores estão fazendo, buscando o mercado interno brasileiro, coincide com um dos cenários - otimista já se vê - que alguns analistas traçam em função da crise global. Para estes, países como o Brasil, exportadores de uma variada lista de produtos, têm tudo para superar a crise.

Passadas as primeiras ondas do tsunâmi, estimam, os investidores se voltariam mais para mercados mais variados, deixando de concentrar seus preciosos dólares nas commodities. Quem tiver outros produtos indispensáveis ao consumo, acreditam, certamente sairá ganhando ou, pelo menos, vai sobreviver sem maiores prejuízos.

Neste caso Pernambuco está bem situado. Investiu em infra-estrutura e ainda dispõe de alternativas para a produção de etanol, petroquímica, têxteis, alimentos e atraentes áreas imobiliárias e turísticas. Vale a pena lembrar que, após o crash da Bolsa de Nova Iorque, a década de 30 - correspondente à Grande Depressão - foi um dos períodos mais férteis para Pernambuco.O Recife tinha o segundo porto do país, era campo de pouso do Zeppelin, as exportações de açúcar e de algodão contavam com mercado certo. Foi nessa época, refletindo o bom uso do dinheiro público, que o Recife manteve o melhor serviço de transportes coletivos do país, eficientes sistemas de iluminação pública, de saneamento e uma invejável qualidade de vida.

Folhear jornais da época é um reencontro com uma cidade alegre, divertida e sobretudo próspera e segura.

Revisão // A retração do mercado europeu, patente nas últimas feiras imobiliárias internacionais, está redirecionando as vendas dos projetos imobiliários em construção no litoral nordestino. É que estão fazendo a espanhola Qualta Resorts, investimento de R$ 1 bilhão, em Barreiros; e a Reserva do Paiva - projeto de R$ 1,6 bilhão, no Cabo.

Álcool // Os produtores nacionais de açúcar e álcool já estão sentindo a pancada da crise financeira. Cerca de 20% das usinas estão com alto índice de endividamento. Este é o tema que vai dominar a reunião que terão com representantes dos Ministérios da Agricultura e da Fazenda, nos próximos dias, no Recife.

Esperança // O projeto de lei, de autoria do senador Paulo Paim(PT-RGS), aprovado pela Comissão de Assuntos Sociais do Senado, que garante aos aposentados e pensionistas atualização dos proventos, é uma corrida de obstáculos que não deve chegar ao pódium. Ainda vai percorrer longo caminho e pode morrer na praia, com o veto presidencial.

Prata // O presidente do Sindaçúcar, Renato Cunha (foto), informa que a partir de 2010 a gasolina na Argentina conterá 5% de etanol: "O uso será obrigatório para produto comercializado no país". O percentual de 5% poderá aumentar de acordo com a produção de etanol pelas usinas argentinas.

Certidão // Presidida por Marco Maciel, a CCJ do Senado aprovou projeto de lei que extingue exigência de apresentação, pelo servidor público, de certidão negativa do SPC, DPC ou Serasa na contratação de crédito consignado para compra de imóvel. Atinge servidores federais, estaduais e municipais, mas para virar lei terá que ser aprovada pela Câmara.

Estoque // Com a alta do dólar faz bom negócio quem pesquisar preços de distribuidoras que trabalham com estoque antigo. Bebidas importadas, por exemplo. É o caso da distribuidora que funciona na rua Men de Sá, 46, Encruzilhada. Tem de bons vinhos argentinos de R$ 25,90 e portugueses por R$49. Já o Club du Vin tem dado desconto de até 40%.

Burocracia // A mais recente edição do estudo Paying Taxes 2009, elaborado pelo Banco Mundial e a PricewaterhouseCoopers, revela que o Brasil é o país onde as empresas mais perdem tempo pagando impostos, com 2,6 mil horas por ano, informa o site InfoMoney. O estudo englobando 181 países, coloca o Brasil na lanterninha.

Vendo longe

Referência no pólo médico de Pernambuco, o Instituto de Olhos do Recife (IOR), comemora 40 anos de fundação, investindo R$ 2 milhões na reforma da sua sede, no Espinheiro. O IOR realiza 8 mil consultas, 10 mil exames e 500 cirurgias a cada mês.


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Edição de domingo, 16 de novembro de 2008 
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