O Íbis é a paixão da família Ramos. Paixão que começou com Onildo, então gerente da fábrica que deu origem ao time na década de 30. E que agora entra para a quinta geração, quando os tataranetos do entusiasmado esportista, ainda crianças pequenas, começam a vestir as cores celebrizadas em intermináveis tardes de domingo nos gramados pernambucanos.
Por enquanto, é a quarta geração da família quem desponta nas fileiras do clube. Rodrigo, 20 anos, é segundo volante e joga pelo Íbis. Está seguindo os passos do pai, Ozir Júnior, meia-esquerda da equipe na década de 80 e que hoje preside o clube. Ozir, claro, é neto do lendário Onildo e filho de Ozir Ramos, eterno presidente de honra do Pássaro Preto. "O Íbis é feito vício, corre no sangue. Não dá para deixar ele se acabar. Enquanto tiver forças, vou lutar para mantê-lo", disse Ozir Júnior, empresário de 51 anos.
Ele já segue, por sua vez, os exemplos dos irmãos, Omar e Virgílio, que também calçaram as chuteiras para defender a agremiação criada pelo avô e já se sentaram na cadeira de dirigente máximo. De acordo com ele, a fama de pior do mundo, criada na década de 80, nunca incomodou os Ramos. "O Íbis nunca foi o pior do mundo, nem mesmo o pior do Estado. Foi uma brincadeira que deu certo, pegou, e hoje é como somos conhecidos no mundo inteiro", celebra.
Se alguém duvida de que o apelido na verdade nunca foi motivo de preocupação, basta olhar o escudo no lado esquerdo do uniforme oficial do clube. Lá embaixo da representação do pássaro, está a legenda, inconfundível: "o pior time do mundo".