Barrado após a derrota para o Fluminense por 3 x 1, nos Aflitos, na 21ª rodada, o goleiro Eduardo sequer ficou no banco na partida seguinte diante do Grêmio. Porém, naquele mesmo dia, o seu substituto, André Sangalli, sofreu uma lesão na panturrilha antecipando o seu retorno no jogo em que o Náutico empatou em 1 x 1 com o Botafogo, no Rio de Janeiro. Antes mesmo da partida, Eduardo profetizou: "Eu não sou o responsável pela atuação situação do Náutico e sei que sou um dos jogadores que vai ajudar o clube a sair desta situação".
O fato é que, de lá para cá, o goleiro, apontado como o camisa 1 que mais defesas difíceis fez em todo o Brasileirão, vem fechando o gol e ajudando o Náutico a somar pontos importantes dentro e fora dos Aflitos. Diante do Cruzeiro, sábado, às 17h30, no Recife, Eduardo promete mais uma bela atuação para que o Timbu possa vencer a equipe mineira e respirar um pouco mais na disputadíssima competição nacional. "No meu caso, a saída do gol após o jogo com o Fluminense acabou sendo boa. Pudepensar melhor no futuro, treinar bastante e felizmente recuperei a melhor forma. De quebra, veio junto a confiança de todos no clube, justamente nesta reta final de competição", ressalvou.
Segundo ele, nos momentos difíceis o apoio da família foi fundamental para a recuperação da auto-estima. "Em casa sempre recebi carinho, incentivo. A comissão técnica também sempre esteve junto comigo e agora é seguir retribuindo com grandes atuações em campo", disse Eduardo, que espera um duelo franco com o Cruzeiro. "Como eles estão brigando pelo título, devem sair mais para o jogo. Isso porque, a grande maioria das equipes que enfrentamos em casa vinham com o intuito de jogar no nosso erro e, em um certo momento da competição, a gente errou bastante. Agora, voltamos a viver uma fase de mais equilíbrio e o que falta para nós em um momento como esse é uma vitória convincente".
Ainda sobre o Brasileirão, um dos jogos que marcou a participação de Eduardo foi aquele em que o Alvirrubro empatou com a forte equipe do Internacional em pleno Beira-Rio. "A gente estava perdendo de 1 x 0 e não havia mais tempo para nada. Houve o escanteio e o técnico Roberto Fernandes mandou que eu fosse para a área. Geraldo cobrou, pude desviar de cabeça e a bola sobrou para Vágner chutar. Felizmente ela bateu na defesa e entrou. Naquele dia, conquistamos um ponto que pode fazer a diferença em uma reta final de competição como essa", frisou o goleirão.