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Eles também querem ser presidente
CONCORRÊNCIA // No total, 13 candidatos disputaram a eleição norte-americana neste ano
Paulo Rebêlo // Diario
paulo.rebelo@diariodepernambuco.com.br


Ao chegar para votar, muitos norte-americanos se depararam com uma surpresa: em algumas regiões do país, eles podiam escolher entre uma extensa lista de candidatos à presidência dos Estados Unidos, além do democrata Barack Obama e do republicano John McCain. Como acontece no Brasil, a eleição norte-americana também tem seus candidatos nanicos e, às vezes, desconhecidos da população. Em geral, são reconhecidos apenas em seus pequenos redutos regionais, embora alguns nomes sejam figuras tarimbadas ou políticos de certo destaque no país.

Para ter o nome escrito na cédula de votação, o partido precisa ter uma quantidade fixa de eleitores registrados nos Estados. No total, foram 13 candidatos, incluindo Obama e McCain, no topo. A diferença da eleição de ontem, contudo, é que há bastante tempo os nanicos não eram tão inexpressivos no pleito presidencial. Cenário bem diferente de 2000, por exemplo, quando o nanico (porém amplamente conhecido) Ralph Nader, do Partido Verde, ajudou a definir a vitória de George W. Bush.

Muitos deles são conhecidos apenas em seus redutos

Ao faturar 2% dos votos, analistas acreditam que o intelectual de 74 anos (na época, 66) prejudicou o democrata Al Gore, que perdeu a corrida presidencial após a fatídica recontagem dos votos na Flórida. A controvérsia se baseia no cálculo de que, se os votos de Nader fossem transferidos para Gore, mesmo com a recontagem da Flórida, o democrata teria vencido a disputa.

Desta vez, o poder de fogo de Ralph Nader foi reduzido, mas não sua reputação. Concorrente em 1996, 2000 e 2004, ele ainda conta com o diferencial de ser o primeiro candidato árabe-americano e libanês-americano à presidência. Seu trabalho como ativista político é adotado na maioria das universidades, sobretudo em temas como direito do consumidor, meio ambiente e governos democráticos.

Antes de Nader, em 1992, ocorreu uma situação ainda mais curiosa. Ross Perot, conhecido milionário americano, saiu como candidato independente e faturou nada menos que 18,9% dos votos nacionais,uma marca histórica. Com o resultado, conseguiu tirar votos de George Bush (pai) em Estados importantes e, assim, garantiu-se a vitória do democrata Bill Clinton.


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Edição de quarta-feira, 5 de novembro de 2008 
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