São Paulo - Como se fossem caçar uma ave rara, os argentinos estão preparando um verdadeiro alçapão para prender o número 1 do mundo, o espanhol Rafael Nadal. A decisão da Copa Davis de 2008, a primeira na história na América do Sul, não será em Buenos Aires, onde a Argentina bateu a Rússia nas semifinais, e vai para o Estádio Deportivo de Mar Del Plata, onde um verdadeiro caldeirão deve fervilhar, como forma de pressão e na tentativa de surpreender o favoritismo espanhol.
Tanto o técnico argentino Alberto Mancini como os jogadores queriam e foram atendidos no desejo de tirar os jogos do saibro de Buenos Aires. Embora os argentinos também sejam especialistas nesta superfície, a idéia é a criar o maior número de problemas e dificuldades para os espanhóis, liderados por Nadal, mas que também contam com David Ferrer, número 6 do mundo. Além disso, num estádio fechado, como em Mar Del Plata, a pressão da torcida poderá ser bem mais efetiva do que seria no Parque Roca, estádio aberto de Buenos Aires e consideradoa "casa" do tênis no país.
A difícil decisão sobre a sede da final foi anunciada na sexta-feira em Londres, na sede da Federação Internacional de Tênis (ITF). Conservadores e na tentativa de evitar problemas com patrocinadores, os integrantes do Comitê da Copa Davis preferiram colocar o confronto num local onde imaginam que possa haver maior controle. Os argentinos, liderados pelo número 1 do país e 7 do mundo, David Nalbandian, queriam que os jogos fossem no Orfeo Superdomo, de Córdoba, cidade natal de Nalbandian.