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Não tem desculpa desta vez



Depois do discurso de excessivo respeito à Venezuela, o maior saco de pancadas da Seleção Brasileira na história das Eliminatórias, os jogadores dizem que se sentem melhores preparados para encarar os venezuelanos no jogo deste domingo do que em junho. No amistoso dos EUA, o Brasil talvez tenha sofrido sua derrota mais vexaminosa na história, 2 x 0, a primeira para a Venezuela em todos os tempos.

A desculpa para esse fracasso estava na boca dos atletas na véspera do duelo de San Cristóbal - as férias. No meio do ano, a maioria dos jogadores que estava naquela Seleção, como é de praxe, atuava na Europa. E os campeonatos no velho continente estavam em recesso. Só dois "brasileiros" participaram daquele duelo, em 6 de junho: o zagueiro Henrique, então no Palmeiras, e o atacante Adriano, que estava emprestado ao São Paulo.

"Temos que respeitar a Venezuela porque o futebol deles cresceu. Mas temos que lembrar que naquela derrota, a maioria dos jogadores estava de férias. E como os venezuelanos praticamente têm o seu time formado por atletas que atuam lá, estavam em meio de temporada. Faz diferença", disse Gilberto Silva, que foi o capitão naquele dia.

O preparador físico Paulo Paixão concorda. Segundo ele, é mais complicado a preparação nos jogos realizados no meio da temporada, já que os atletas estão afastados de atividades físicas. No jogo deste domingo, diz ele, o grupo está começando uma temporada, a maioria dos atletas esteve em treinamentos de concentração e o gás estará renovado.

"E menos de uma semana antes tínhamos enfrentado o Canadá, viajado dentro dos Estados Unidos. Para um grupo que estava em férias faz diferença", disse Josué. Ele foi titular na vitória de 3 x 2 sobre os canadenses, em Seattle, e substituiu Gilberto Silva no segundo tempo frente à Venezuela.

O que pode complicar um pouco mais as coisas para a delegação brasileira, segundo Paixão, é o calor que o grupo enfrentará na Venezuela. A previsão de temperatura para a hora da partida, às 15h30 locais (17 horas de Brasília), é de mais de 30 graus. Em Teresópolis, onde o grupo fez o treinamento de preparação, a temperatura mínima chegou a 8 graus.

"É difícil falar para brasileiro que é ruim jogar no calor, porque a maior parte de nosso país é bem quente. Mas na Europa jogamos com temperaturas baixas, e muitos jogam lá há bastante tempo", analisou o goleiro Júlio César.


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Edição de domingo, 12 de outubro de 2008 
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