San Cristóbal - Dunga conta com Kaká, Robinho e Adriano para encerrar a má fase da Seleção Brasileira nas Eliminatórias para a Copa de 2010. Só que ao olhar a escalação da Seleção que entra em campo para enfrentar a Venezuela neste domingo, às 17 horas (de Brasília), em San Cristóbal, fica difícil não se lembrar do Mundial de 2006. Depois de iniciar uma reformulação após a derrota para a França nas quartas-de-final da Copa na Alemanha, o técnico Dunga - que assumiu no lugar de Carlos Alberto Parreira - acabou tendo que recorrer, pouco mais de dois anos depois, a mais da metade daquele time para sair da crise.
Tudo isso para evitar o sufoco que começou a se tornar a classificação para a África do Sul. Depois de oito rodadas, o Brasil até começou a jornada deste fim de semana bem colocado, na segunda posição. Só que estava bem atrás do líder Paraguai e embolado com Argentina, Chile, Uruguai e Colômbia. Se tropeçar frente aos venezuelanos e aos colombianos, adversários da próxima quarta-feira, no Maracanã, o anode 2009 promete ser agitado para o torcedor brasileiro.
A grande esperança é o retorno de Kaká, que ficou mais praticamente um ano de fora do time por causa de uma cirurgia que fez no joelho esquerdo. Ele não joga desde a partida contra o Uruguai, em novembro de 2007, a suada vitória por 2 x 1 no Canadá.
Dos 11 que entram neste domingo em campo, seis eram figuras fundamentais na equipe de Carlos Alberto Parreira. Juan e Lúcio eram os zagueiros e Gilberto Silva se revezava na cabeça-de-área com Emerson, enquanto Kaká e Adriano eram parte importante do "quadrado mágico" e Robinho estava na reserva, mas era uma espécie de 12° jogador - e, em 2005, havia sido também titular na Copa das Confederações, quando o Brasil foi campeão goleando a Argentina na final.
"Houve renovação. As laterais mudaram, o goleiro é outro. No meio temos mudanças. O princípio da Seleção é ter aqueles que estão melhores fisicamente, tecnicamente e taticamente no momento da convocação. É o que tentamos fazer", explica o técnico Dunga.
Dos cinco "novatos" em campo neste domingo, quatro são realmente novidades, comparando com 2006: os laterais (Maicon e Kléber) pouco eram cogitados em 2006. Josué se destacava no São Paulo, mas perdeu a vaga para o companheiro de clube, Mineiro, e Elano estava sumido na Ucrânia. Júlio César era reserva de Dida e Rogério Ceni na Alemanha e pode até ser considerado um remanescente daquele equipe.
Imperador
Em boa fase na Inter, Adriano ressurge no comando da Seleção disposto a dar mais poder de fogo à ataque da Seleção Brasileira.
Brasil
Júlio César; Maicon, Lúcio, Juan e Kléber; Gilberto Silva, Josué, Elano e Kaká; Robinho e Adriano. Técnico: Dunga
Venezuela
Vega; Chacón (Lucena), Rey, e Jonay Hernandez; Mea Vitali, Boada, Rincón, Maldonado e Guerra; Moreno e Arango. Técnico: César Farías. Local: Estádio Pueblo Nuevo, em San Cristóbal (VEN). Horário: 17 horas (de Brasília). Árbitro: Victor Hugo Rivera (PER).