O empresário do meia Anderson do Manchester United, Paulo Tonietto, ratificou ontem que o jogador deverá se manifestar em breve sobre a prisão do suposto traficante Richard Alex da Silva, conhecido como Gigi, num imóvel pertencente ao ex-gremista. Conseqüência de uma força-tarefa realizada na segunda-feira, a prisão foi fruto de uma investigação coordenada pelo Ministério Público de Porto Alegre. Além de Anderson, Ronaldinho Gaúcho é citado no processo.
O promotor que coordenou a operação, Ricardo Herbstrith, porém, isentou os atletas de ligação com qualquer ação criminosa. "Não há nada contra o Anderson na investigação. Pelo que apuramos, ele é apenas amigo dos traficantes e talvez nem saiba que eles são criminosos", disse o Herbstrith.
O suposto elo entre a organização e os bens de Anderson, segundo o Ministério Público, seria o segurança particular do jogador: Mário Roberto Peres Grejo, apontado como laranja da organização e também preso na operação. Mário teria apresentado Anderson a Jorge André da Silva Fontoura, o Nelly, identificado como o número dois da quadrilha e também preso preventivamente.
"O que posso dizer é que Anderson, como qualquer outra pessoa, pode ser amigo de quem quiser, mas ele não tem envolvimento com nenhum tipo de crime. Anderson é um profissional sério e em breve irá dar a sua explicação sobre o que aconteceu", destacou Tonietto ao jornal gaúcho Zero Hora.