Comparar o South by Southwest com o Woodstock seria o mesmo que tentar encontrar semelhanças entre uma banana e uma melancia. Ambos são grandes festivais de música dos Estados Unidos, mas possuem conceitos totalmente diferentes. No lugar de promover shows para multidões ao ar livre, o South by Southwest se espalha em pequenos palcos com capacidade reduzida e shows para, no máximo, 2 mil pessoas. Mesmo assim, reúne grandes atrações (REM, Vampire Weekend e Lou Reed tocaram em 2008) e se transformou em um dos três maiores festivais de música dos Estados Unidos atualmente, ao lado do Lolapalooza (Chicago) e do Coachella (Califórnia). O que o diferencia é a enorme quantidade de atrações e a insuperável vocação para revelar bandas novas, que o torna um dos principais do mundo nesse quesito.
Outro diferencial do SXSW é sua importância para a indústria da música. Por causa de seu formato sóbrio, que não abre espaço para grandes aglomerados ou desbundes nomeio da lama, o festival atrai representantes de gravadoras, selos, governos, redes de TV e rádio, companhias de games, estúdios de cinema e todo tipo de empresa que se interesse em comprar e agenciar música. Diante de toda essa sua organização estrutural, a loucura de Woodstock fica parecendo coisa do século passado. Brent Grulke, diretor artístico do SXSW (como também é conhecido), veio ao Brasil para divulgar o evento, realizado no mês de março na cidade de Austin (Texas, EUA), e concedeu entrevista exclusiva ao Diario.