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Baleia é encontrada sem vida
BOA VIAGEM // Filhote da espécie Jubarte estava próximo ao Posto Seis da praia. Foi visto por salva-vidas do Corpo de Bombeiros


Foi preciso um caminhão- guindaste para retirar o filhote de baleia encalhado, na manhã de ontem, na praia de

Foi preciso um caminhão-guindaste para retirar o mamífero, que media 3,8 metros e pesava quase meia tonelada, da praia. Foto: Júlio Jacobina/DP/D. A Press
Boa Viagem. O mamífero da espécie Jubarte media 3,8 metros e pesava quase meia tonelada. Ele foi avistado no Posto Seis da praia, às 11h, por salva-vidas do Corpo de Bombeiros. O mamífero estava em adiantado estado de decomposição. De acordo com o Centro dos Mamíferos Aquáticos de Itamaracá/Ibama-PE (CMA), esse é o segundo animal da espécie encontrado neste ano no estado. Desde 1998 até hoje, 98 baleias já encalharam na costa pernambucana.

"O animal estava em adiantado estado de decomposição. Fomos até o local verificar e em seguida entramos em contato com a Emlurb e com o CMA", contou o sargento do Corpo de Bombeiros Roberto Nunes Vieira. As causas da morte da baleia ainda são desconhecidas. O animal foi levado para Itamaracá para que os especialistas do CMA identifiquem os agentes causadores da morte. "Realizamos o exame, mas ainda precisamos investigar. O mamífero foi enterrado e daqui a um ano faremos outra análise com os ossos dele", adiantou a veterinária da CMA Fernanda Niemeyer. Para a especialista, a Jubarte é uma espécie em perigo, pois se trata de uma "população" pequena.

Depósito de lixo nos oceanos, a falta de respeito com os animais e a pesca predatórias são apontados como fatores prejudiciais não só para a vida dos mamíferos aquáticos como para todo o ecossistema. O sociólogo ambiental da Universidade Federal da Paraíba-UFPB e professor, Gustavo Costa Lima, explicou como é feita a relação no meio ambiente. "Quando as espécies começam a ser ameaçadas é sinal de desequilíbrio. Isso é preocupante. Quanto maior a biodiversidade, maior a sustentabilidade do meio. É preciso conhecer as causas e combatê-las", explicou.

"As maiores causadoras de morte aquática são as redes de pesca. Além disso, estamos em temporada reprodutiva da espécie. E nessa época é comum elas se perderem das famílias. Há também as pessoas que molestam os animais e causam esses acidentes", analisou o veterinário do CMA JoãoCarlos Gomes Borges.

Segundo os especialistas, a constante vigilância com o lixo nas praias e o respeito com os direitos dos animais podem evitar mortes. Além de contribuir com a continuidade das espécies e o equilíbrio ambiental. Em 2007, também em Boa Viagem, uma balei da espécie Cachalote foi encontrada morta na praia.


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Edição de sábado, 20 de setembro de 2008 
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