São Paulo - César Cielo voltou atrás, declarou que estava "errado em vários pontos" e disse, ontem, ter entrado em acordo com a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA), a quem criticou duramente na última terça-feira. O campeão olímpico havia pedido, inclusive, para que a medalha de ouro conquistada na prova dos 50 metros livre não fosse vinculada à entidade.
"Nada como uma boa conversa para colocar as coisas a limpo. Faltou comunicação", informou, o campeão, pouco antes do início das primeiras finais do Troféu José Finkel, realizadas na manhã desta quarta, no parque aquático do Corinthians.
Em entrevista à imprensa na última terça-feira, César fez inúmeras críticas à CBDA. Lembrou o fato de seus pais não terem recebido ingressos prometidos pelo presidente da entidade, Coaracy Nunes, para assistir às provas, no Cubo D'Água. Falou que era pressionado a voltar a nadar no Brasil e que Coaracy importunava seus pais, insistindo para que ele comparecesse a eventos - como uma visita ao Palácio do Planalto antes da viagem para a China.
Cielo disse, ainda, que pagou a preparação para Pequim com dinheiro do próprio bolso, incluindo as diárias de seu técnico, o australiano Brett Hawke. Este foi o ponto contestado por Coaracy Nunes. Depois de uma reunião entre o dirigente e o nadador, César amenizou o discurso. "Na verdade, eu já havia recebido alguma coisa, mas não sabia. Não tenho controle da minha conta bancária aqui no Brasil. O Coaracy disse que o restante dos pagamentos serão ressarcidos. Eu só preciso apresentar os comprovantes."
Do encontro, o campeão olímpico saiu com um compromisso: nadar na etapa de abertura da Copa do Mundo, que será realizada de 10 a 12 de outubro em Belo Horizonte (MG). "Eu pedi e ele vai fazer isso por mim", disse o presidente da CBDA, que fez questão de ficar próximo de Cielo em todos os momentos possíveis.