 Nos estandes montados anualmente, serão expostos 190 títulos, com a participação de 150 autores. Foto: Luciano Ferreira/PCR |
Hoje chega ao fim a sexta edição do Festival recifense de literatura - A letra e a voz, que durante oito dias promoveu diversas ações paralelas e espalhadas pela cidade. E nada melhor do que a confraternização entre editores, escritores e público em torno da Festa do Livro. O evento, síntese da proposta articuladora e democrática do festival, este ano cresceu em dimensão e duração.
Desta vez, a exposição começa às 10h, um pouco mais cedo do que nas edições anteriores. Outra novidade é o aumento dos limites geográficos da exposição: 50 estandes se espalham da Rua do Bom Jesus até a Rua da Guia, tomando conta de praticamente toda a Praça do Arsenal, no Recife Antigo. Os estandes abrigarão nada menos que 190 títulos diversos, e 150 escritores vão autografar seus livros.
De acordo com Norma Baracho, coordenadora da feira, a expectativa é de cinco a seis mil visitantes até às 22h, quando termina o evento. Até lá, diversas atividades se intercalam, como a apresentação do grupo A Comuna, com participação de JomarMuniz de Brito, marcada para 16h. Um pouco antes, das 14h às 16h, o palco está aberto para declamações e performances espontâneas. Baracho também informa que este ano o espaço infantil passou da Torre Malakoff (que está em reforma) para um estandeproduzido pela Saraiva Mega Store, onde haverá apresentações culturais, brincadeiras, contação de histórias, distribuição de brindes e animação com arte-educadores. A participação é gratuita e dispensa inscrição.
O momento mais esperado, no entanto, é a finalíssima da 3ª Recitata (Recife em Cantata), torneio que começou quinta-feira na Rua da Moeda e este ano conta com a participação de mais de 100 poetas. Os premiados, a serem escolhidos pelo crivo de um júri oficial e outro popular, receberão prêmios em dinheiro, entre R$ 600 e R$ 1.400. Até o ano passado, a Recitata era realizada no Mercado da Boa Vista. De acordo com Heloísa Arcoverde, coordenadora geral do Festival de Literatura, a mudança foi uma solicitação dos próprios poetas. "Nossa intenção é integrar de maneira mais efetiva a Recitata ao restante das ações, aproveitando também o público do evento". (André Dib)