As atletas pernambucanas Jaqueline Carvalho e Yane Marques chegaram, ontem, ao Recife. Depois de uma tarde de carreata pelas ruas de São Paulo, a jogadora da seleção de brasileira vôlei aterrissou nesta madrugada e fez um desabafo. Yane chegou às 11h30. Recebida com festa por amigos e familiares, a pentatleta de Afogados da Ingazeira falou com os presentes e correu para casa. "Preciso dormir urgentemente", disparou.
Após o suado ouro olímpico, a ponteira Jaqueline aproveitou o dia para curtir a companhia da mãe Joseane e da irmã Juliana. Preferiu não receber a imprensa, em casa. Por telefone, no entanto, a atleta falou ao Diario e revelou a mágoa pela falta de atenção das autoridades locais.
"Não vejo muito apoio dos mais 'importantes'. Fico triste pela falta de incentivo. Já trouxemos tanta coisa ao País, mas nunca nenhum governante local veio me cumprimentar. Nem uma carta me mandaram. Aí fica a sensação de que não somos reconhecidas no nosso estado", desabafou.
A atleta lembra que o mesmo não pode se dizer do povo pernambucano. "Nas ruas é diferente. Sinto todo o carinho", explicou. A pernambucana ainda ficará uns dias no Recife, de onde segue para um campeonato em Fortaleza, no Ceará.
Depois de matar as saudades da família, Yane tirou o resto do dia para dormir. Se disse satisfeita com o 18º lugar nos Jogos Olímpicos, mas sente que pode ir além. "Sabe como é o Pan-americano? Multiplique por mil. É a Olimpíada", brincou a atleta, logo que desembarcou na cidade.
Justamente por saber das dificuldades nas competições mundiais, a técnica Rafaela Waked já deu as cartas. "Três dias de descanso. Na segunda-feira, retomamos os treinos diários".
Antes da afirmação, a treinadora fez uma ressalva. "Sei que ela está bem e só não foi melhor na Olimpíada porque pegou um cavalo ruim. Se não, teria ficado entre as dez melhores", justificou.
O próximo desafio de Yane Marques será o Campeonato Sul-americano, que acontece na Venezuela, no fim de setembro.