A influência da obra de Josué de Castro parece tão duradoura quanto a fome, seu principal objeto de estudo. Seis décadas após a publicação dos clássicos Geografia da Fome e Geopolítica da Fome, o pensamento desse pernambucano continua a influenciar pesquisadores e ativistas de todo o planeta. Para homenageá-lo, o Museu da Cidade do Recife preparou uma programação especial, organizada como um diálogo com o 6º Festival de Literatura - A letra e a voz, promovido pela prefeitura do Recife.
A partir desta quarta-feira, a galeria superior esquerda do Forte das Cinco Pontas, local onde funciona o Museu da Cidade do Recife, hospeda a mostra O Recife de Josué de Castro, composta por banners com trechos de livros, fotografias e imagens da cidade natal desse professor, médico e escritor. A abertura, marcada para 19h, conta, também, com a apresentação do prêmio francês Prix de la jeunne littérature latino-américaine, que consagrou o brasileiro Antônio Dutra na sua última edição.
A programação (veja quadro) se estende até sexta-feira, trazendo, entre outras atrações, os seminários Os Recifes de Josué de Castro e Releituras de Josué de Castro. Entre os convidados, estão o músico Fred Zeroquatro, um dos idealizadores do Mangue Beat, movimento cultural influenciado pelo autor de Homens e caranguejos, e o sociólogo José Arlindo Soares, um dos secretários de estado mais importantes durante o governo Jarbas Vasconcelos. No encerramento do evento, serão exibidos os curtas-metragens pernambucanos Recife de dentro pra fora (Kátia Mesel) e Quando a maré encher (Oscar Malta). Todas as atividades são abertas ao público.