Um belo dia você liga seu computador e, em vez de exibir aquela tela de boas-vindas ou coisa parecida, ele apita. Ou, mais apropriadamente, bipa. Se isso ocorrer, esteja certo de duas coisas: a primeira é que algo não vai bem. E a segunda é que a máquina tenta lhe comunicar qual o tipo de defeito ou qual componente é o responsável pelo mau funcionamento. O problema é que a língua dos bipes tem um vocabulário bastante limitado. Por isso, apenas com bipes a máquina não pode comunicar muita coisa. Mesmo porque, se o vocabulário fosse sofisticado, acabaria atrapalhando ao invés de ajudar, já que você, usuário, teria de decifrar o código dos bipes.
Felizmente - E em geral, pois há exceções - a quantidade de mensagens é limitada e se resume aos poucos componentes que, ao apresentar defeito, podem impedir a partida da máquina. E, melhor ainda: além de poucos, os códigos são mais ou menos padronizados, pois, como eu disse, há exceções; se for esse o caso de sua máquina, você terá de consultar o manual de sua placa-mãe - o que hoje em dia não é muito complicado, pois, com uma boa pesquisa em um mecanismo de buscas tipo Google ou assemelhado, entrando com o modelo da placa-mãe, provavelmente você será levado ao site do fabricante de onde poderá transferir para sua máquina - ou baixar - uma cópia completa do manual, em geral no formato PDF.
Mas deixemos as exceções de lado e vamos nos concentrar naqueles códigos usados pela grande maioria dos fabricantes de placas-mãe. Eles consistem em um ou mais bipes, longos ou curtos, em seqüência. Cada combinação tem um significado.