O Instituto de Criminalística (IC) realizou uma segunda perícia, ontem, no carro da Celpe utilizado pelos dois homens que assaltaram e mataram a auditora Jacira Dulce da Silva Xavier, 55 anos. A nova coleta de provas foi feita em frente à nova sede do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa, no bairro da Imbiribeira, Zona Sul do Recife. Quase ao mesmo tempo, a delegada do 4º Núcleo de Homicídios, Genezil Coelho, ouviu o marido da auditora, João Xavier Sobrinho, e os dois funcionários da Celpe que tiveram as fardas e o veículo roubados.
Jacira morreu na última terça-feira, quando os dois criminosos entraram em sua casa, que fica no bairro da Várzea, Zona Oeste do Recife. Eles tomaram o veículo dos fun cionários da Celpe no município do Cabo de Santo Agostinho. Genezil se manteve em reserva ao longo do dia, ouvindo as testemunhas. O marido da auditora não quis falar com a imprensa. O coordenador do DHPP, Joel Venâncio, também falou pouco e não revelou o teor dos depoimentos. Argumentou que poderia atrapalhar as investigações. "Estamos mantendo o máximo sigilo. Só posso adiantar que os depoimentos foram importantes", afirmou.
Embora a hipótese de crime encomendado tenha se fortalecido, depois do protesto realizado pelos amigos da auditora, na última quinta-feira, Joel Venâncio não quis descartar a hipótese de latrocínio (roubo seguido de morte). "Ainda não descartamos nenhuma linha de investigação", declarou.