Com a reinauguração agendada para o dia 26 de agosto, depois de mais de um ano em reforma, o Teatro Barreto Júnior, no Pina, acaba de divulgar os selecionados para a pauta regular do segundo semestre deste ano. Foram contemplados 11 espetáculos, entre produções direcionadas ao público infantil e adulto, incluindo algumas estréias, como Anjos de fogo e gelo, que marca o retorno de George Meireles aos palcos, e será apresentado na reabertura do espaço, e outras montagens que já cumpriram temporada em outros teatros, como A árvore de Júlia, dirigida por Lívia Falcão.
 A árvore de Júlia cumpre longa temporada, enquanto Historinhas de dentro terá apenas uma sessão, no Educação para o Teatro Foto: Marcelo Lyra/OlhoNu |
De acordo com Célio Pontes, gerente dos teatros da Fundação de Cultura Cidade do Recife (FCCR), a comissão julgadora é formada por cinco representantes: Vavá Paulino, da gerência operacional de teatro da Prefeitura do Recife (PCR); Williams Santana, em nome da gerência de artes cênicas; André Brasileiro, indicado pela Prefeitura, na qual atua como assessor técnico da Secretaria de Cultura;e mais dois assentos das entidades de classe (Paulo de Castro, da Associação dos Produtores de Artes Cênicas de Pernambuco e Jorge Costa, da Associação Pernambucana de Teatro de Bonecos).
Critérios - Foram analisados 16 projetos, pontuados segundo critérios como texto, planos de encenação e mérito (currículo da equipe). Este último item tem peso maior na escolha. Célio Pontes explica que todas as peças enfrentaram o processo de licitação, exceto Avesso do passo, da Escola Municipal de Frevo, pois a montagem inaugura um novo horário, com o projeto Quartas da Dança, todas as quartas-feiras. "Alguns projetos inscritos não foram para julgamento, por falta de documentação", detalha o gerente.
Mas ele ressalta que a comissão de seleção é formada por pessoas autônomas e não existe pressão para privilegiar um determinado projeto em detrimento de outro. "O regulamento só impede que as pessoas da comissão sejam ligadas direta ou indiretamente aos espetáculos. Mas no elenco fica difícil não ter alguma ligação numa cidade em que a produção é tão pequena", admite Célio Pontes, ao ser indagado sobre pessoas como George Meireles, que atua na Secretaria de Gestão Estratégica e Comunicação da PCR. Para provar que não há privilégios, Célio cita que também é ator e a peça da qual participa - Avoar - não foi aprovada. O projeto Educação para o Teatro permanece às terças-feiras, com seis peças com uma sessão cada, entre elas o infantil Historinhas de dentro. "A cidade tem uma carência muito grande em relação a espaços. Passamos um ano ensaiando Historinhas e não temos onde mostrá-lo", se decepciona Samuel Santos, diretor da Cia Quadro de Cena, que criou o infantil e sugere horários alternativos, inclusive as manhãs nos fins de semana.
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