Brasília - No público leitor, Khélida Loiane Vieira Ramos é uma representante genuína. Mulher e jovem, a estudante de Ciências Biológicas atualmente tem se dedicado aos livros acadêmicos de sua área, além de revistas científicas. Ela devora de oito a dez publicações por semestre, em média. Mas não deixa de lado os clássicos da literatura brasileira, que servem de lazer à garota de 20 anos. "Machado de Assis é o meu preferido, sem dúvida. Nas férias, quando tenho tempo, acabo relendo alguma coisa dele", diz Khélida. Para fugir um pouco do ambiente fechado da biblioteca da Universidade de Brasília, que tem se tornado quase que o hábitat natural da futura bióloga, Khélida prefere ler a céu aberto.
Natália Sabbag Cacciaguerra de Azevedo é outra papa-livros. Atualmente se dedica a estudar para concursos públicos. A jovem de 25 anos, formada em administração de empresas, bate ponto numa biblioteca na Asa Sul de Brasília. Entre os livros que mais lê, estão os de direito e contabilidade. "Não deixo de olhar jornais erevistas também, para ficar informada do que acontece no país e no mundo", afirma Natália. Enquanto não alcança o objetivo de conquistar uma vaga no funcionalismo público, os livros de literatura terão de esperar. "É dedicação total, não tem jeito", diz.