Em campanhas políticas majoritárias, nomes de coligações partidárias são geralmente deixados em segundo plano. Costumam servir apenas para registrar as alianças junto à Justiça Eleitoral. Afinal, os astros da disputa são os candidatos. Mas ao visitar o link "divulgação de candidaturas" no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) descobre-se um universo de slogans e frases que, longe de designar a ideologia dos concorrentes, denotam criatividade (ou a falta dela) e oportunismo. Em Pernambuco, estado pródigo em municípios com nomes curiosos, as denominações acabam gerando combinações hilariantes. O que dizer de uma aliança chamada Panelas Brilhando? E de Surubim Muito Melhor?
Nos dois casos, os candidatos souberam tirar proveito do nome da cidade para atrair a atenção do eleitor. Ao mesmo tempo, outros exageram para passar uma mensagem que muitas vezes será esquecida. Em São José do Egito, há quem acredite que "O Mais Importante é Gostar das Pessoas". Em Maraial, até mesmo uma sigla foi formada: Mudança, Esperança, Trabalho e Amor (Meta). Já em São José da Coroa Grande, a ordem é afastar a cidade de rancores e temores com a coligação São José Com o Povo, Sem Ódio e Sem Medo.
Há quem prefira um linguajar informal para se aproximar da população. "Jupi é do Povão" é melhor exemplo da categoria "vou pra galera". Ficha Limpa, anotada em São Bento do Una, demonstra que o concorrente quis tirar proveito da onda de moralização que tentou excluir candidatos processados judicialmente. Ao optar somente por "Podemos", um prefeiturável de Catende foi suscinto sobre a sua capacidade de realização. Se vai convencer o eleitor com tamanha objetividade, só as urnas dirão. No mais, as palavras "Frente" e "União" foram usadas em 105 e 53 alianças, respectivamente.